LOOT BOXES E O RISCO DE DEPENDÊNCIA EM ADOLESCENTES: UM ESTUDO SOBRE A FALTA DE REGULAÇÃO NO BRASIL

Autores

  • Jessica Mey Suzuki Bicudo Colégio da Polícia Militar do Paraná
  • Cornélio Schwambach Grupo Educacional Bom Jesus

Resumo

O presente trabalho investigou a relação entre o uso de loot boxes em jogos online e o desenvolvimento de comportamentos de risco análogos aos jogos de azar em adolescentes brasileiros de 13 a 17 anos. Partindo da constatação de que essas mecânicas exploram aleatoriedade e reforço intermitente, características típicas dos jogos de azar, buscou-se compreender os impactos psicológicos, sociais e legais envolvidos. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica exploratória-descritiva, com base em estudos nacionais e internacionais indexados, além da análise comparada de legislações estrangeiras. Os resultados apontaram uma forte correlação entre engajamento frequente com loot boxes e sintomas como impulsividade, gastos excessivos, tolerância, abstinência e perda de controle. Também foi evidenciada uma lacuna significativa na legislação brasileira, que, ao contrário de países como Bélgica e China, não dispõe de normas específicas sobre o tema. As contribuições deste estudo incluem o fortalecimento do debate científico nacional, subsídios para formulação de políticas públicas e a conscientização de famílias e educadores acerca dos riscos. Como limitações, destaca-se a ausência de dados empíricos com adolescentes brasileiros, o que restringe a generalização dos achados. Recomenda-se que pesquisas futuras realizem levantamentos quantitativos e qualitativos em escolas e comunidades, a fim de fundamentar medidas regulatórias e preventivas que protejam a saúde mental juvenil diante das novas formas de monetização digital.

 

Biografia do Autor

Jessica Mey Suzuki Bicudo, Colégio da Polícia Militar do Paraná

O presente trabalho investigou a relação entre o uso de loot boxes em jogos online e o desenvolvimento de comportamentos de risco análogos aos jogos de azar em adolescentes brasileiros de 13 a 17 anos. Partindo da constatação de que essas mecânicas exploram aleatoriedade e reforço intermitente, características típicas dos jogos de azar, buscou-se compreender os impactos psicológicos, sociais e legais envolvidos. A metodologia utilizada foi a revisão bibliográfica exploratória-descritiva, com base em estudos nacionais e internacionais indexados, além da análise comparada de legislações estrangeiras. Os resultados apontaram uma forte correlação entre engajamento frequente com loot boxes e sintomas como impulsividade, gastos excessivos, tolerância, abstinência e perda de controle. Também foi evidenciada uma lacuna significativa na legislação brasileira, que, ao contrário de países como Bélgica e China, não dispõe de normas específicas sobre o tema. As contribuições deste estudo incluem o fortalecimento do debate científico nacional, subsídios para formulação de políticas públicas e a conscientização de famílias e educadores acerca dos riscos. Como limitações, destaca-se a ausência de dados empíricos com adolescentes brasileiros, o que restringe a generalização dos achados. Recomenda-se que pesquisas futuras realizem levantamentos quantitativos e qualitativos em escolas e comunidades, a fim de fundamentar medidas regulatórias e preventivas que protejam a saúde mental juvenil diante das novas formas de monetização digital.

Cornélio Schwambach, Grupo Educacional Bom Jesus

Mestre em Engenharia da Produção UFSC

Downloads

Publicado

2026-02-05

Como Citar

Jessica Mey Suzuki Bicudo, & Cornélio Schwambach. (2026). LOOT BOXES E O RISCO DE DEPENDÊNCIA EM ADOLESCENTES: UM ESTUDO SOBRE A FALTA DE REGULAÇÃO NO BRASIL. Anais Simpósio De Pesquisa E Seminário De Iniciação Científica, 10(3). Recuperado de https://sppaic.fae.edu/sppaic/article/view/370

Edição

Seção

Resumos