Trabalho e liberdade: pesquisa filosófica sobre os limites da autonomia humana na sociedade contemporânea de consumo
Resumo
Este trabalho tem como objetivo investigar os limites da autonomia humana na sociedade contemporânea de consumo, à luz da filosofia, com foco na relação entre trabalho e liberdade. A pesquisa parte da problematização de como as dinâmicas sociais, econômicas e políticas atuais afetam a capacidade do indivíduo de agir livremente e construir sua própria identidade. A análise é conduzida a partir do pensamento de diversos filósofos modernos e contemporâneos: Rousseau, que discute a liberdade como um contrato social; Hegel, que vincula o trabalho ao reconhecimento e à formação da consciência; Adorno e Horkheimer, que denunciam a dominação cultural e a alienação no capitalismo atual; Michel Foucault, que revela os dispositivos de poder e os mecanismos de controle social; Hannah Arendt, que distingue entre labor, trabalho e ação como dimensões da vida ativa; e Jean-Paul Sartre, que entende a liberdade como condição ontológica do ser humano, ainda que geradora de angústia. A metodologia utilizada foi baseada em uma revisão bibliográfica de obras clássicas e contemporâneas da filosofia. Como resultado, o estudo revela que a liberdade, embora essencial à existência humana, encontra-se tensionada por estruturas sociais que limitam a autonomia individual, sobretudo em um contexto marcado pela lógica do consumo, pela alienação produtiva e pelo controle simbólico e institucional. Conclui-se que, embora o sujeito esteja ontologicamente condenado à liberdade, essa liberdade é constantemente desafiada por formas históricas de dominação que moldam os desejos, as escolhas e o sentido do trabalho na modernidade. A reflexão filosófica sobre esses limites é fundamental para repensar os conceitos de liberdade e emancipação na sociedade atual.