INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL CONSTITUCIONAL: TEORIA E PRÁTICA

Autores

  • Victoria Midori Deguchi Teramoto Centro Universitário - FAE
  • Ana Luiza Camargo dos Santos Centro Universitário - FAE
  • Aryadne Izabelle dos Santos Santana Centro Universitário - FAE
  • Bruna Cheiko Wuicik Centro Universitário - FAE
  • Giovanni Cantarelli Arten Centro Universitário - FAE
  • João Victor Archegas Centro Universitário - FAE

Resumo

O presente artigo investiga a possibilidade de desenvolvimento de uma Inteligência Artificial Constitucional, isto é, um modelo de linguagem treinado a partir de princípios constitucionais explícitos e verificáveis, capazes de orientar sua atuação em contextos normativos. Parte-se da análise crítica do conceito de constitucionalismo digital, destacando a ascensão de plataformas tecnológicas como novos centros de poder transnacional e os riscos que esse fenômeno representa à proteção de direitos fundamentais. Em seguida, examina-se o funcionamento técnico dos Large Language Models (LLMs), suas limitações semânticas, ausência de agência moral e riscos de vieses, opacidade e inconsistência factual. A partir dessa fundamentação, explora-se o modelo de IA Constitucional proposto pela Anthropic com o Claude, discutindo os desafios éticos e políticos relacionados à definição da “constituição” algorítmica. A pesquisa adota abordagem empírica e qualitativa, realizando experimentos com diferentes modelos (ChatGPT, Claude, DeepSeek, CoPilot), os quais foram instruídos a operar sob referenciais normativos diversos, como a Constituição Federal de 1988, a Teoria do Sopesamento de Robert Alexy, a Teoria da Justiça de Rawls, a Bíblia Sagrada e o Manifesto Comunista. Os resultados indicam que os modelos conseguem simular argumentação jurídica coerente com os referenciais fornecidos, embora apresentem diferentes graus de rigidez ética e suscetibilidade a instruções subversivas. O estudo contribui para o debate sobre regulação da IA com base em direitos fundamentais, destacando os limites e possibilidades da IA Constitucional.

Biografia do Autor

Victoria Midori Deguchi Teramoto, Centro Universitário - FAE

Aluna do 9º período do curso de Direito da FAE Centro Universitário. Bolsista do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC 2024/2025)

Ana Luiza Camargo dos Santos, Centro Universitário - FAE

Aluna do 7º período do curso de Direito da FAE Centro Universitário. Voluntária do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC 2024/2025

Aryadne Izabelle dos Santos Santana, Centro Universitário - FAE

Aluna do 9º período do curso de Direito da FAE Centro Universitário. Voluntária do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC 2024/2025)

Bruna Cheiko Wuicik, Centro Universitário - FAE

Aluna do 7º período do curso de Direito da FAE Centro Universitário. Voluntária do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC 2024/2025).

Giovanni Cantarelli Arten, Centro Universitário - FAE

Aluno do 7º período do curso de Direito da FAE Centro Universitário. Voluntário do Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC 2024/2025)

João Victor Archegas, Centro Universitário - FAE

Orientador da Pesquisa. Mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Professor de Direito na FAE

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Publicado

2026-02-05

Como Citar

Victoria Midori Deguchi Teramoto, Ana Luiza Camargo dos Santos, Aryadne Izabelle dos Santos Santana, Bruna Cheiko Wuicik, Giovanni Cantarelli Arten, & João Victor Archegas. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL CONSTITUCIONAL: TEORIA E PRÁTICA. Anais Simpósio De Pesquisa E Seminário De Iniciação Científica, 10(3). Recuperado de https://sppaic.fae.edu/sppaic/article/view/410

Edição

Seção

Resumos